quinta-feira, 30 de junho de 2016

Podepá. / Hyperephania

Podepá que às vezes me dava uma loucura súbita e eu saia correndo pelo centro na maior loucura, só pra dar risada.
Hoje eu meio que finjo que existo. Acabei encontrando meu verdadeiro eu e acontece que esse verdadeiro eu é uma mentira. Eu só sirvo pra mentir e gerar desconforto nas pessoas. Infelizmente sempre foi assim e sempre vai ser.
Eu sinto inveja, eu sinto ódio, eu sinto dor. Sou arrogante; não ligo. Rasgo, destruo, machuco. Não sei lidar.
Mas existe um momento em que nós acabamos como personagens secundários da nossa própria vida.

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Se pudesse voltar no passado, faria tudo novamente. Só faria mais intensamente. É tão fácil reclamar e não agir que a gente se acomoda e acaba não fazendo as coisas do jeito que deveria.
Talvez eu poderia ter corrido mais ou dançado mais. Ter lido e me informado só mais um pouquinho. Não ia matar. Ia só me ajudar.

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Repito: Já notou como todos os textos tem o "eu, eu, eu"?

Pois bem: hyperephania.

Nunca houve palavra melhor para me descrever.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Limpando meu computador / Lidando com a manhã / Indo embora

Primeiro passo: saia de casa e arranje um emprego.
Não posso dizer que está fácil. Não, na realidade: tá foda. Não tem amor, não tem emprego, não tem empatia. Só tem doença e indiferença nessa avenida.

Segundo passo: "Siga-me, só não persiga-me."
Eu adoraria saber como mudar tudo. Como deixar todo mundo bem. Gostaria de absorver a dor de todos, se pudesse. Sempre fui assim.  Infelizmente não dá, então preciso seguir e ir recolhendo os cacos no caminho.

Terceiro passo: apague tudo o que puder. (e é aqui que a gente entende o Shion)
A vida não faz sentido, pai. É assim mesmo. Mas calma, ainda vai ter muito mais.



E a gente não merece nem um pouco disso, caras. Nem um pouquinho. Sinto muito por não poder cuidar de vocês. Queria tanto só deixar tudo bem.
Desculpa, vó. Você precisa de todos e eu não estou nem perto daí,
Desculpa, pai. Você precisa de ajuda e eu não consigo te alcançar.
Desculpa, mãe. Eu estou tão desligado da vida que cometo muitos erros bobos.
Desculpa, eu. Você sempre quis ser diferente e acabou sendo mais um brick in the wall.